sexta-feira, 3 de junho de 2011

SOS Baixo Rio Branco

SOS Baixo Rio Branco

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suas doações: roupas, brinquedos, alimentos, lençóis e redes.

Local para arrecadações:

Secretária de Missões da Assembléia de Deus ou pelos telefones: 95-91411455 / 95-32242630.

“Bem aventurados sois vois que semeais sobre todas as águas.”

♥: Às vezes é preciso perder para dar VALOR.

É preciso chorar para aprender a AMAR.

É preciso confiar para se ENTREGAR,

e ainda assim a grande verdade é que,

é preciso ouvir para nunca GRITAR…

Todos irão sofrer um dia, para saber,

o verdadeiro sentido da felicidade!

Se sentir saudade: PROCURE.

Se sentir vontade: FAÇA.

Se tiver vontade: LUTE.

Se perder: ESQUEÇA.

Se gostar: VIVA !

“Muitas vezes deixamos de lutar pelo que realmente queremos

pelo simples fato de não querer ouvir um NÃO”…

Errar é humano… Perdoar é preciso… E correr atrás daquilo que realmente quer é uma obrigação nossa! Viva…E AME



quinta-feira, 26 de maio de 2011

S.O.S Baixo Rio Branco


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa - Qual o verdadeiro significado?

     Qual são a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a idéia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira se diz que não se deve comer carne, mas sim peixe?
     A páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história registra, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?
     A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes, porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
     Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...
     O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.
     Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?
     Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem morto.
     Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
     A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.
     A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
     Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."
     Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos, portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)
     Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:
1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve...
2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E, sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29).

 
Conclusão:

     Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, devem ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.
     Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."

_______________________

*Diácono: Enoquio Souza do Nascimento
*Graduando em filosofia, pela (UERR) e pós graduando em docência do ensino superior, pela (FARES) membro da Igreja evangélica Assembléia de DEUS em BOA VISTA- RORAIMA-BRASIL.

REFERENCIA: http://www.jesusvoltara.com.br/atuais/pascoa_significado.html/ acesso em: 22/04/2011



quinta-feira, 21 de abril de 2011

A FAMÍLIA


Raimundo Costa Machado*


"Então da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou a mulher, e a trouxe ao homem. Disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada mulher, pois do homem foi tomada. Por-tanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e se-rão os dois uma só carne.” (Gn 2:22-24).
INTRODUÇÃO: Deus criou o homem, a mulher e os uniu, dando origem a primeira família. Para termos uma família feliz, é necessário conhecermos e obedecermos a palavra de Deus.
I – DEUS CONSTITUIU A FAMÍLIA

1. Deus fez o homem. “Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se alma vivente.” (Gn 2:7).

* “Disse o Senhor: Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda. (Gn 2:18).
2. Deus fez a mulher. “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado so-bre o homem, e este adormeceu; tomou, então, uma das suas costelas, e fe-chou a carne em seu lugar. Então da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou a mulher, e a trouxe ao homem.” (Gn 2:21,22).
3. Deus touxe a mulher ao homem. ...o Senhor Deus (...), formou a mu-lher, e a trouxe ao homem.” (Gn 2:22b).
* Deus vai trazer a bênção para você.
4. Ao receber a bênção (a mulher) disse o homem: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada mulher, pois do homem foi tomada.” (Gn 2:23).
5. A união do homem com a mulher. “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne.” (Gn 2:24).
* “O que acha uma esposa acha uma coisa boa, e recebe favor do Se-nhor.” (Pv 18:22).
II – CRITÉRIOS PARA A FAMLIA SER FELIZ

1 – OBEDECER A PALAVRA DE DEUS
* Viver em união. “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” (Sl 133:1).
* Suportar uns aos outros em amor. ...“rogo-vos que andeis (...) suportando-vos uns aos outros em amor.” (Ef 4:1,2).
eus através de sua palavra determina deveres para o homem, para a mu-lher e para os filhos.

1. OS DEVERES DO HOMEM
a) Ser marido de uma só mulher.(1Tm 3:2a).
b) Ser vigilante. Evitar cair em tentação. (Mt 26:41);
c) Ser honesto.
d) Ser hospitaleiro (acolhedor, caridoso).
e) Ser apto para ensinar.
* Os filhos. “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Pv 22:6).
f) Disciplinar os filhos.
* “Disciplina o teu filho, e ele te dará descanso; dará delícias à tua alma.” (Pv 29:17).
* “Não retires a disciplina da criança; porque, se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.” (Pv 23:13).
* “A astultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da dis-ciplina a afugentará dele.” (Pv 22:15).
* Não provocar a ira aos filhos. E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor. (Ef 6:4).
g) Governar bem seus filhos e sua casa. “Os diáconos (...) governem bem seus filhos e suas próprias casas.” (1Tm 3:12).
h) Orar em todo lugar. “Quero, pois, que os homens orem em todo lu-gar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda.” (1Tm 2:8).
i) Ser exemplo dos fiéis. “...Ser exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza (1Tm 4:12).
j) O esposo deve amar a esposa:
* Como Cristo amou a igreja. “Vós, maridos, amai vossas mulhe-res, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela.” (Ef 5:25).
* Como ama o seu próprio corpo. “Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.” (Ef 5:28a). “Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo” (Ef 5:33a).
* Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. (Ef 5:28b).
2. OS DEVERES DA MULHER

a) Ser sábia. “A mulher sábia edifica sua casa, mas a tola, com as pró-prias mãos a derruba.” (Pv 14:1);
b) Ser virtuosa. (Pv 31:10-15,26, 27);
c) Respeitar o marido. “...a mulher respeite a seu marido.” (Ef 5:33b);
* “As mulheres sejam respeitáveis, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo.” (1Tm 3:11).
d) Permanecer com sobriedade. “Permanecer com sobriedade na fé, no amor e na santificação.” (1Tm 2:5b).
e) Não exercer autoridade sobre o marido. “Não permito que a mu-lher (...) exerça autoridade sobre o marido.” (1Tm 2:12a).
f) Submeter-se ao marido. “Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor. (Ef 5:22).
* “De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim tam-bém as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.” (Ef 5:24).
* “Pois o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a ca-beça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.” (Ef 5:23).
d) Aprender em silêncio, com toda a submissão. “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão.” (1Tm 2:11).
3. OS DEVERES DOS FILHOS

a) Ouvir e obedecer aos pais.

* “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.” (Ef 6:1).
* “Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes a doutrina de tua mãe.” (Pv 1:8).
* “O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não es-cuta a repreensão.” (Pv 13:1).
* “Ouve, filho meu, aceita as minhas palavras, e multiplicarão os teus anos de vida.” (Pv 4:10).
* “Ouvi, filhos, a instrução do pai; estai atentos para conhecerdes a prudência.” (Pv 4:1).
b) Não desprezar os pais na velhice. “Ouve a teu pai, que te gerou, e não despreze a tua mãe, quando vier a envelhecer.” (Pv 23:22).
CONCLUSÃO: a família só será plenamente feliz, mediante a obediência à palavra de Deus.




* Licenciado em História, pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), especialista em Supervisão Escolar, pela Universidade Salgado de Oliveira (RJ) e certificado pelo IADEP - Curso Preparatório de Obreiros.










quinta-feira, 3 de março de 2011

Docente e Profissionalização: o ensino de filosofia no ensino médio

ENOQUIO SOUSA NASCIMENTO*

Professor Orientador: Prof.ª Drª.Hilda Mª Freire Montysuma



       Resumo: Este artigo busca realizar de forma sucinta uma reflexão acerca da docência e da profissionalidade. Pois historicamente, a profissão docente, ou seja, a assunção de uma certa profissionalidade – uma vez que a docência é assumida como “profissão” genérica e não como ofício, já que no contexto social sempre foi considerada como uma semiprofissão – caracterizava-se pelo estabelecimento de alguns traços em que predominava o conhecimento objetivo, o conhecimento das disciplinas à imagem e semelhança de outras profissões.saber, ou seja, possuir um certo conhecimento formal, era assumir a capacidade de ensiná-lo. E em outro momento e último, abordaremos sobre o ensino de filosofia, sobre o contexto que envolve o ensino de filosofia para jovens, na escola, que é complexo já que há tantos possíveis objetivos educacionais que podemos atribuir à filosofia, tantos fins filosóficos e as possíveis formas de alcançá-los. Também há a heterogeneidade de realidades da escola a ser levada em conta, e, com limites explícitos – embora já previsto em lei –, torna-se mais um fator problematizável.



Palavras-chave: Docente, profissionalização e ensino de filosofia.



Introdução



       O presente século representa um acontecimento mítico para todos os que nasceram na segunda metade do século anterior, e por isso parece necessário que toda instituição educativa – desde a que se encarrega das etapas iniciais até a universidade, bem como toda instituição responsável pela formação inicial e permanente, como instituições “que tem a função de educar” – e a profissão docente – entendida como algo mais que a soma dos professores – devem mudar radicalmente, tornando-se algo realmente diferente, apropriado a enormes mudanças que abalaram o século XX. Em suma, a profissão docente deve abandonar a concepção predominante do século XIX de mera transmissão do conhecimento acadêmico, de onde de fato provém, e que se tornou inteiramente obsoleta para a educação dos futuros cidadãos em uma sociedade democrática: plural, participativa, solidária, integradora...

Docência e Profissionalização
       Embora a condição de funcionário – seja no setor privado – e as estruturas de dependência do sistema assalariado no setor privado marquem de modo determinante as relações de trabalho, e estas não tenham tido variações significativas no último quarto de século, o mesmo não acontece com o âmbito estritamente profissional, em que as mudanças se produzem mais rapidamente. Nos últimos tempos, questionaram-se muitos aspectos da educação que, até o momento, eram consideradas intocáveis. Vimos como se questionou o conhecimento nocional e imutável das ciências como substrato da educação e houve uma abertura para outras concepções em que a rápida obsolescência e a incerteza têm um papel importante. Mas o mais importante é que amplos setores demandaram que a educação se aproximasse mais dos aspectos éticos, coletivos, comunicativos, comportamentais, emocionais..., todos eles necessário para se alcançar uma educação democrática dos futuros cidadãos.
       Começou-se a valorizar a importância do sujeito, de sua participação e, portanto, também a relevância que a bagagem sociocultural (por exemplo, a comunicação, o trabalho em grupo, a tolerância, a elaboração conjunta de projetos, a tomada de decisões democráticas etc.) assume na educação. É claro que convém estar alerta para impedir que se trate de uma redefinição dos sistemas econômicos e de regulação do mercado para produzir elementos que podem supor uma autonomia educacional vigiada, autorizada, ou uma colegialidade artificial. Ou, de qualquer modo, para evitar que se façam concessões em autonomia (decisões políticas educativas, currículos contextualizados...) e para continuar fortalecendo uma verdadeira participação coletiva profissional.
       Essa nova renovação da instituição educativa e esta nova forma de educar requerem uma redefinição importante da profissão docente e que se assumam novas competências profissionais no quadro de um conhecimento pedagógico, científico e cultural revistos. Em outras palavras, a nova era requer um profissional da educação diferente.
       No entanto, não podemos analisar as mudanças da profissão docente sem observar que isso esteve presente durante muitos anos em redor do debate sobre a profissionalização docente, e como diz Labaree:
       Há uma série de razões para crer que o caminho para a profissionalização dos docentes encontra-se cheio de crateras e areias movediças: os problemas próprios que surgem ao tentar promover os critérios profissionais dentro de uma profissão tão massificada, a possibilidade de desvalorização das habilitações como conseqüência do aumento dos requisitos educativos, a herança niveladora dos sindicatos dos professores, a posição histórica da docência como forma de trabalho própria de mulheres, a resistência que oferecem os pais, os cidadãos e os políticos à reivindicação do controle profissional das escolas, o fato de a docência ter demorado se incorporar a um campo infestado de trabalhos profissionalizados, a prévia profissionalização dos administradores das escolas e o excessivo poder da burocracia administrativa, a prolongada tradição de realizar reformas educacionais por meios burocráticos (...) e a diversidades de entorno em que se dá a formação dos professores. (1999: 20)
       Aqui, ante tantas dificuldades para assumir uma profissionalização docente, cabe perguntar: Quais são as competências necessárias para que o professor assuma essa profissionalização na instituição educacional e tenha uma repercussão educativa e social de mudança e de transformação?
       Historicamente, a profissão docente, ou seja, a assunção de certa profissionalidade – uma vez que a docência é assumida como “profissão” genérica e não como ofício, já que no contexto social sempre foi considerada como uma semiprofissão – caracterizava-se pelo estabelecimento de alguns traços em que predominava o conhecimento objetivo, o conhecimento das disciplinas à imagem e semelhança de outras profissões. Saber, ou seja, possuir certo conhecimento formal era assumir a capacidade de ensiná-lo. À parte essas características de um conhecimento formal estabelecido de antemão, para ser um profissional é preciso ter autonomia, ou seja, poder tomar decisões sobre os problemas profissionais da prática. Atualmente, para a educação do futuro, essas características históricas são consideras insuficientes, embora não se discuta que sejam necessárias.
       O professor de filosofia: o ensino de filosofia no ensino médio como experiência bastante possível que aquele que se dedicar a dar aulas de filosofia para jovens no Brasil, hoje, sentirá a necessidade de pensar seriamente no que isso significa antes de sentir-se em condições de decidir o que fazer em suas aulas e como fazê-lo. O contexto que envolve o ensino de filosofia para jovens, na escola, é complexo já que há tantos possíveis objetivos educacionais que podemos atribuir à filosofia, tantos fins filosóficos e as possíveis formas de alcançá-los. Também há a heterogeneidade de realidades da escola a ser levada em conta, com limites explícitos – embora já previsto em lei –, torna-se mais um fator problematizável. Talvez aquela prévia reflexão do professor se imponha de forma tão vigorosa justamente pela diversidade de enfoques que podemos ter para esse ensino, a diversidade de maneiras de entendê-lo.
       É possível que esse professor pense: para que defenda a filosofia na escola? O que há de específico na filosofia que a faz necessária no currículo dos jovens? Qual filosofia ensinar? Como fazê-lo? Damos aulas de filosofia ou de filosofar? O que é a filosofia? O que é o filosofar? É possível essa separação das duas coisas? Ora, assim aquele professor terá começado a pensar filosoficamente o ensino de filosofia e só isso já pode ser um bom começo.
       Não poderíamos dar conta, num artigo, de problematizar todos os pontos abertos que surgem quando pensamos o ensino de filosofia para jovens, vamos, portanto, dar atenção para algumas dessas questões que se colocam propedeuticamente a ele.
Filosofia ou filosofar no ensino médio?
       Para começar propomos que nos dediquemos à clássica questão que se levanta sobre a cisão entre filosofia e filosofar. É clássico citar Kant quando se pretende defender que não é possível ensinar a filosofia, mas sim a filosofar. Para Kant, a filosofia é um saber que está sempre incompleto, pois está sempre em movimento, sempre aberto, sempre sendo feito e se revendo e por isso não pode ser capturado e ensinado: “(...) nunca se realizou uma obra filosófica que fosse duradoura em todas as suas partes. Por isso não se pode em absoluto aprender filosofia, porque ela ainda não existe” (Kant, 1983, p. 407). O ato de filosofar, por sua vez, seria composto de passos conscientes na análise e crítica dos sistemas filosóficos, exercitando o talento da razão, investigando seus princípios em tentativas filosóficas já existentes. O autor estaria afirmando a autonomia da razão pura, na interpretação corrente de suas colocações. Lemos em Kant, na conhecida Crítica da razão pura: “Só é possível aprender a filosofar, ou seja, exercitar o talento da razão, fazendo-a seguir seus princípios universais em certas tentativas filosóficas já existentes, mas sempre reservando à razão o direito de investigar aqueles princípios até mesmo em suas fontes, confirmando-os ou rejeitando-os”. Pensamos que não podemos dizer que para Kant é possível separar o filosofar da filosofia já que o proposto exercício da razão deve ser feito sobre os sistemas filosóficos. O professor Guillermo Obiols, depois de analisar a passagem citada, conclui: (...) aprender a filosofar só pode ser feito estabelecendo um diálogo crítico com a filosofia. Do que resulta que se aprende a filosofar aprendendo filosofia de um modo crítico, quer dizer, que o desenvolvimento dos talentos filosóficos de cada um se realiza pondo-os à prova na atividade de compreender e criticar com a maior seriedade a filosofia do passado ou do presente (...). Kant não é um formalista que preconiza que se deve aprender um método no vazio ou uma forma sem conteúdo; tampouco se segue que Kant tivesse avalizado a idéia de que é necessário lançar-se a filosofar sem mais nem muito menos a idéia de que os estudantes deveriam ser impulsionados a ‘pensar por si mesmos’, sem necessidade de se esforçar na compreensão crítica da filosofia, de seus conceitos, de seus problemas, de suas teorias etc. (Obiols, 2002, p. 77). Daquela interpretação de que Kant estaria afirmando a “autonomia da razão filosofante” se contrapõe geralmente o exemplo de Hegel ao afirmar que quando se conhece o conteúdo da filosofia não apenas se está aprendendo a filosofar mas que já se está filosofando propriamente. Daí que para ele não é possível ensinar filosofia sem ensinar a filosofar, assim como não é possível ensinar a filosofar sem ensinar filosofia. Gallo & Kohan posicionam-se de forma dialética com relação ao problema: “(...) a própria prática da filosofia leva consigo o seu produto e não é possível fazer filosofia sem filosofar, nem filosofar sem fazer filosofia (...)”.
       O professor de filosofia: o ensino de filosofia no ensino médio como experiência... é um sistema acabado nem o filosofar apenas a investigação dos princípios universais propostos pelos filósofos” (Gallo & Kohan, 2000, p. 184). Com o que concordamos. Não se trata de consumir as palavras dos filósofos como se consome uma fórmula matemática. Deve-se ler filosofia como se lê poesia, revivendo-a: ressuscitando-a, encarnando-a, emocionando-se com ela, reinventando-a.
       Entendemos, então, que não é possível desunir filosofia de filosofar pois os dois são uma mesma coisa. O filosofar é uma disciplina no pensamento que ao ser operada vai produzindo filosofia e a filosofia é a própria matéria que gera o filosofar. São indissociáveis. A matéria filosofia separada do ato de filosofar é matéria morta, recheio de livro de estante. Para ser filosofia ela tem que ser reativada, reoperada, assim reaparecendo a cada vez. Como a malha tricotada que só aparece se houver o ato do tricotar.
       O leigo desavisado não vê o tricotar na malha e não saberia refazer seu caminho. A tricoteira sabe cada passo dos pontos e ao ver o tricô pode ver o tricotar, pode, a partir do tricô, reativar o tricotar que vai produzir tricô e assim sucessivamente. O movimento da razão a que chamamos filosofar se dá por intermédio de conceitos filosóficos e estes só são criados e recriados por meio do filosofar. Não há como ficar com uma coisa e dispensar a outra já que não são duas coisas e sim uma só. Não há o dilema filosofia ou filosofar. Filosofia é filosofar e filosofar é filosofia.
       Essa idéia pode levar-nos a uma outra, esta sobre o ensino de filosofia. Se, como dissemos, a filosofia é matéria e ato interdependentes entre si, que estão em movimento espiral de impulso mútuo e contínuo; se filosofar é produção de filosofia e filosofia é filosofar, então o que deve ser o ensino de filosofia? O ensino de filosofia deve ser produção de filosofia, deve ser filosofar. Isso pode parecer fácil de se entender, porém não antes de se perguntar: Ora, mas para que ensinar filosofia para os jovens na escola? Qual o papel formativo da filosofia? Se a colocamos dentro da escola, é para que cumpra uma determinada função na formação da subjetividade do jovem estudante. E que função é essa? A filosofia é uma invenção da nossa civilização. Ela surge concomitantemente à Civilização Ocidental. Sempre que ensinamos sobre sua história atribuímos sua origem à passagem do pensamento mítico ao pensamento racional, nos primórdios, com os pré-socráticos, depois com Sócrates, Platão e assim sucessivamente. A filosofia, essa mesma que queremos ensinar na escola hoje, sempre esteve presente na nossa história.
       Apesar disso, não achamos exagerado acusar o modo de viver de nossa civilização de antifilosófico. Hoje, acumulamos complicados processos que emperram a exploração das possibilidades de sermos humanos muito mais do que desenvolvemos uma prática reflexiva na criação de nossas subjetividades dentro de nossa cultura. Não praticamos filosofia no cotidiano. A postura do senso comum com relação ao conhecimento é mais de crença na ideologia da ciência, das tradições, da lógica da indústria que de construção autônoma e crítica de si e do mundo. Pensamos que o justo seria educar, hoje, para que o aluno seja outro e não um mesmo, um mesmo que qualquer modelo, ou seja, que ele seja ele. O justo é educar para oferecer condições para o educando conquistar pensamento autônomo.
       O pensamento que conhece suas razões, que escolhe seus critérios, que é responsável, consciente de seus procedimentos e conseqüências e aberto a se corrigir. Pensamento criativo, capaz de rir de si mesmo, buscador de compreensão, sempre atento ao seu tamanho justo. Esse pensamento não se permite obediência à regra inquestionável do consumo automático, infundado e sem fim. Esse pensamento não se permite tornar-se ação baseada nos critérios da indústria. Ele não se permite o preconceito, não se permite coisificar. É, de alguma forma, uma ferramenta de libertar-se, libertação no sentido nietzscheano, libertar-se das opiniões, das obrigações, da preguiça e do medo. Afirmamos que o ensino de filosofia como experiência filosófica pode desenvolver esse pensamento.
Conclusão

Tudo isso torna inquestionável uma nova forma de ver a instituição educativa, as novas funções do professor, uma nova cultura profissional e uma mudança nos posicionamentos de todos os que trabalham na educação e, é claro, uma maior participação social do decente.

REFERÊNCIA


GALLO, S.; KOHAN, W. Filosofia no ensino médio. Petrópolis: Vozes, 2000.
KANT, I. Crítica da razão pura. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Coleção “Os Pensadores”).
LABAREE, D. F. “Poder, conocimiento y racionalización de la enseñanza: Genealogía del movimiento por la profesionalidad docente”, in PÉREZ, A.; BARQUÍN, J. & ANGULO, F. Desarrollo profesional del docente. Política, investigación y práctica. Madrid, Akal, 1999.
OBIOLS G. Uma introdução ao ensino da filosofia. Ijuí: Editora da UNIJUÍ, 2002.

* Enoquio Nascimento, é licenciando em filosofia pela Universidade Estadual de Roraima, e pós graduando em docência do ensino superior, pela Faculdade Roraimense de ensino superior, (FARES).



sábado, 26 de fevereiro de 2011

Em que cremos*


 
ACREDITAMOS

1. Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Dt.6.4, Mt 28.19; Mc 12.29;

2. Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão, II Tm 3.14-17;

3. No nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus, Is 7.14; Rm 8.34; At 1.9;

4. Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que o pode restaurar a Deus. Rm 3.23, At 3.19;

5. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do reino dos céus, Jo 3.3-8;

6. No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor, At.10.43, Rm 3.24-26 e 10.13, Hb 5.9 e 7.25;

7. No Batismo Bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo, Mt 28.19, Rm 6.1-6 e Cl 2.12;

8. Na necessidade e na possibilidade que termos de viver vida santa mediante a obra redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de cristo, Hb 9.14, I Pe 1.15;

9. No Batismo Bíblico com o Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade At 1.5, 2.4, 10.44-46 e 19.1-7;

10. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme sua soberana vontade. I Co 12.1-12

11. Na segunda vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas: Primeira- Invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da grande tribulação; Segunda- visível e corpora, com sua Igreja, para reinar sobre o mundo durante mil anos, I Ts 4.16,17; I Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd14;

12. Que todos os cristãos comparecerão ante ao Tribunal de Cristo, para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na Terra, II Co 5.10;

13. No juízo vindouro que justificará os fiéis e condenará os infiéis, Ap 20.11-15.

14. E na vida eterna de gozo e de felicidade para os fieis e de tristeza e tormento para os infiéis Mt 25.46.

* FONTE: www.ieadrr.org.br

sábado, 12 de fevereiro de 2011