sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa - Qual o verdadeiro significado?

     Qual são a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a idéia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira se diz que não se deve comer carne, mas sim peixe?
     A páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história registra, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?
     A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes, porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
     Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...
     O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.
     Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?
     Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem morto.
     Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
     A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.
     A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
     Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."
     Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos, portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)
     Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:
1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve...
2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E, sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29).

 
Conclusão:

     Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, devem ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.
     Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."

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*Diácono: Enoquio Souza do Nascimento
*Graduando em filosofia, pela (UERR) e pós graduando em docência do ensino superior, pela (FARES) membro da Igreja evangélica Assembléia de DEUS em BOA VISTA- RORAIMA-BRASIL.

REFERENCIA: http://www.jesusvoltara.com.br/atuais/pascoa_significado.html/ acesso em: 22/04/2011



quinta-feira, 21 de abril de 2011

A FAMÍLIA


Raimundo Costa Machado*


"Então da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou a mulher, e a trouxe ao homem. Disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada mulher, pois do homem foi tomada. Por-tanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e se-rão os dois uma só carne.” (Gn 2:22-24).
INTRODUÇÃO: Deus criou o homem, a mulher e os uniu, dando origem a primeira família. Para termos uma família feliz, é necessário conhecermos e obedecermos a palavra de Deus.
I – DEUS CONSTITUIU A FAMÍLIA

1. Deus fez o homem. “Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se alma vivente.” (Gn 2:7).

* “Disse o Senhor: Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda. (Gn 2:18).
2. Deus fez a mulher. “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado so-bre o homem, e este adormeceu; tomou, então, uma das suas costelas, e fe-chou a carne em seu lugar. Então da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou a mulher, e a trouxe ao homem.” (Gn 2:21,22).
3. Deus touxe a mulher ao homem. ...o Senhor Deus (...), formou a mu-lher, e a trouxe ao homem.” (Gn 2:22b).
* Deus vai trazer a bênção para você.
4. Ao receber a bênção (a mulher) disse o homem: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada mulher, pois do homem foi tomada.” (Gn 2:23).
5. A união do homem com a mulher. “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne.” (Gn 2:24).
* “O que acha uma esposa acha uma coisa boa, e recebe favor do Se-nhor.” (Pv 18:22).
II – CRITÉRIOS PARA A FAMLIA SER FELIZ

1 – OBEDECER A PALAVRA DE DEUS
* Viver em união. “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” (Sl 133:1).
* Suportar uns aos outros em amor. ...“rogo-vos que andeis (...) suportando-vos uns aos outros em amor.” (Ef 4:1,2).
eus através de sua palavra determina deveres para o homem, para a mu-lher e para os filhos.

1. OS DEVERES DO HOMEM
a) Ser marido de uma só mulher.(1Tm 3:2a).
b) Ser vigilante. Evitar cair em tentação. (Mt 26:41);
c) Ser honesto.
d) Ser hospitaleiro (acolhedor, caridoso).
e) Ser apto para ensinar.
* Os filhos. “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Pv 22:6).
f) Disciplinar os filhos.
* “Disciplina o teu filho, e ele te dará descanso; dará delícias à tua alma.” (Pv 29:17).
* “Não retires a disciplina da criança; porque, se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.” (Pv 23:13).
* “A astultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da dis-ciplina a afugentará dele.” (Pv 22:15).
* Não provocar a ira aos filhos. E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor. (Ef 6:4).
g) Governar bem seus filhos e sua casa. “Os diáconos (...) governem bem seus filhos e suas próprias casas.” (1Tm 3:12).
h) Orar em todo lugar. “Quero, pois, que os homens orem em todo lu-gar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda.” (1Tm 2:8).
i) Ser exemplo dos fiéis. “...Ser exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza (1Tm 4:12).
j) O esposo deve amar a esposa:
* Como Cristo amou a igreja. “Vós, maridos, amai vossas mulhe-res, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela.” (Ef 5:25).
* Como ama o seu próprio corpo. “Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.” (Ef 5:28a). “Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo” (Ef 5:33a).
* Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. (Ef 5:28b).
2. OS DEVERES DA MULHER

a) Ser sábia. “A mulher sábia edifica sua casa, mas a tola, com as pró-prias mãos a derruba.” (Pv 14:1);
b) Ser virtuosa. (Pv 31:10-15,26, 27);
c) Respeitar o marido. “...a mulher respeite a seu marido.” (Ef 5:33b);
* “As mulheres sejam respeitáveis, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo.” (1Tm 3:11).
d) Permanecer com sobriedade. “Permanecer com sobriedade na fé, no amor e na santificação.” (1Tm 2:5b).
e) Não exercer autoridade sobre o marido. “Não permito que a mu-lher (...) exerça autoridade sobre o marido.” (1Tm 2:12a).
f) Submeter-se ao marido. “Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor. (Ef 5:22).
* “De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim tam-bém as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.” (Ef 5:24).
* “Pois o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a ca-beça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.” (Ef 5:23).
d) Aprender em silêncio, com toda a submissão. “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão.” (1Tm 2:11).
3. OS DEVERES DOS FILHOS

a) Ouvir e obedecer aos pais.

* “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.” (Ef 6:1).
* “Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes a doutrina de tua mãe.” (Pv 1:8).
* “O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não es-cuta a repreensão.” (Pv 13:1).
* “Ouve, filho meu, aceita as minhas palavras, e multiplicarão os teus anos de vida.” (Pv 4:10).
* “Ouvi, filhos, a instrução do pai; estai atentos para conhecerdes a prudência.” (Pv 4:1).
b) Não desprezar os pais na velhice. “Ouve a teu pai, que te gerou, e não despreze a tua mãe, quando vier a envelhecer.” (Pv 23:22).
CONCLUSÃO: a família só será plenamente feliz, mediante a obediência à palavra de Deus.




* Licenciado em História, pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), especialista em Supervisão Escolar, pela Universidade Salgado de Oliveira (RJ) e certificado pelo IADEP - Curso Preparatório de Obreiros.